17 de dezembro de 2017

Vermelho

Sempre fotogénicas, e a cobertura perfeita para um dos meus bolos favoritos, Red Velvet.


16 de dezembro de 2017

Natureza


Adoro caminhar no meio da floresta, é para mim uma das actividades mais relaxantes que conheço. A cabeça acalma, e o coração serena à medida que a respiração se torna una com o passo. 
Gosto de todas as cores em que se veste, mas, se a floresta tiver algumas árvores de folha caduca, é no Outono que realmente me encanta.





14 de dezembro de 2017

Risos


Foram muitas, tantas as gargalhadas das crianças nesta brincadeira inocente. E tantos os sorrisos dos pais que as observavam, quem sabe a recordar momentos mais simples da sua própria vida.



13 de dezembro de 2017

Velhinho

Podia ser tanta coisa. Escolhi o "velhinho" eléctrico, que tão bem caracteriza a nossa Lisboa. Adoro!


12 de dezembro de 2017

Vela

Quando surgiu a palavra "vela", imediatamente me veio à mente esta imagem. Adoro esta fotografia, não sei se pela sensação de vertigem quando olho para ela, ou por não ser imediata a sua descodificação. Não sei. 
Não sei dizer à primeira vista, se a direcção é o abismo, ou a redenção. 
Cada um sente a beleza (ou falta dela)  à sua maneira, e é (também por isto) que adoro fotografar. Porque de vez em quando há uma fotografia que nos agarra e nos faz sentir coisas que não conseguimos explicar. 

700 anos da Marinha portuguesa

11 de dezembro de 2017

Branco

Um lugar onde fomos muito felizes.
Ainda hoje o meu filho recorda estes dias como "as melhores férias de inverno de sempre", e pergunta quando voltamos lá.

10 de dezembro de 2017

Partilha

Dividir... somar... Multiplicar...
Um livro bonito, de uma das pessoas mais generosas de sentimentos que conheço, a Sofia "dos abraços"
Perfeito para partilhar.


Sofia Castro Fernandes





8 de dezembro de 2017

Árvore

Podia ser um pinheiro, podia. Mas a verdade é que quando a palavra árvore surgiu neste desafio, lembrei-me logo de um castanheiro, com várias centenas de anos e que existe perto da casa dos meus pais, no parque Natural de Montesinho. 
Não coube todo na fotografia, e dá para perceber como nos sentimos pequeninos perante algo assim. 
É uma das minhas árvores favoritas.

"Um castanheiro leva trezentos anos a crescer, trezentos em seu ser e outros trezentos a morrer"
Aquilino Ribeiro 

É talvez por isto que se diz, que quem planta um castanheiro planta-o para os netos. Há lá acto de maior generosidade?


Castanheiro

6 de dezembro de 2017

5 de dezembro de 2017

Carta

Quem adora receber cartas manuscritas? 
Quem guarda (como eu) religiosamente, cartas antigas que nos transportam para a magia da infância e os dramas da adolescência ? Quem relê as cartas (como eu) para sorrir ao voltar ao passado? Quem ainda escreve (algumas) cartas (ou postais) em papel ?



4 de dezembro de 2017

Meias

Meias soltas, meias verdades, meias cheias, meias tintas, meias vidas, meias meias, Meias ao pai Natal...





3 de dezembro de 2017

Amigos

Grande parte das minhas memórias boas com amigos, na idade adulta, estão relacionadas com comida. É à volta da mesa que partilhamos o que temos de melhor.  


2 de dezembro de 2017

Casa

Casa é onde regresso sempre, por mais voltas que a vida dê. Casa é onde vivem as recordações mais doces, onde aprendi a ser gente, onde me vejo com as pessoas que mais gosto. Casa, é em todos os lugares onde mora o meu coração, mas será sempre primeiro, ali, naquela aldeia pequenina em Trás-os-Montes. 

‪#‎blessphotochallenge‬

1 de dezembro de 2017

Luz

... Que todos temos, e que precisa de sombra para brilhar ainda mais...




(Re)começar

Estou em falta. Deixei de cá vir sem qualquer aviso ou justificação.  
Podia desfiar um rol de desculpas ou motivos, todos aceitáveis, alguns bastante bons (como o facto de ter ficado sem computador). No entanto, nenhum dos motivos era verdadeiramente impeditivo se eu tivesse mesmo vontade de cá vir. E não tinha. Porque este blogue não é uma obrigação, é um gosto, e para mim só faz sentido assim.

Sempre quis que este fosse um sitio bonito e de luz. Mesmo nos meus dias cinzentos, fiz os possíveis para não o transformar um muro de lamentações. No entanto, se cá tivesse vindo nestes últimos meses, traria comigo uma sombra a ofuscar a luz (que sei) que tenho, impedindo-me de ser a pessoa (que sei) que sou.

10 de junho de 2017

10 coisas

Uma semana depois, respondendo ao desafio da Andreia, deixo aqui as 10 coisas que aprendi (confirmei, recordei, aceitei), nesta terceira edição do Bloggers Camp.

1. Tenho de mudar o nome do meu blogue, (ou criar um novo), porque ninguém se lembra (nunca!) qual a ordem das palavras Escrever Fotografar Sonhar (por vezes nem eu).

2. Preciso de encontrar o meu foco, o que me torna única, sem ter medo de dar um passo atrás. Só não posso desistir, nem parar de acreditar.

3. Há muita generosidade por aí, encontrei-a várias vezes, nesse fim-de-semana.

6 de junho de 2017

Celebração

Quando penso em celebrar algo, penso sempre em comida, e amigos. Penso numa mesa farta, conversa boa e descontraída, gargalhadas, confidências, emoções.
Adoro “ajuntamentos” à volta da comida, sem hora marcada, com todo o tempo do mundo. Gosto de cozinhar, gosto de comer, mas sinto que o mais importante nem é a comida, mas o prazer de partilhar, de estar junto.  
No Verão, sonho com piqueniques. Talvez por me remeterem à infância, a tantos que fiz, na sombra deliciosa das árvores, umas vezes à beira do rio, e outras perto de casa, ao lado do baloiço improvisado pelos meus pais. Agora, faço poucos piqueniques. Não é por falta de vontade, mas porque já nada é assim tão simples. Ficamos mais complicados com a idade, e é pena. 
Da minha lista de filmes favoritos, há vários que adoro, em parte, porque se desenrolam à volta de uma mesa, porque conseguimos ver todas as emoções de uma vida (de várias), a desfilar durante uma refeição. Um deles, Babette’s feast (que já vi mais que uma vez), é um dos filmes da minha vida. Durante os preparativos de uma refeição, e a consequente concretização, mostra uma riqueza de sentimentos, e uma generosidade que me emociona de uma forma extraordinária. Cheio de personagens maravilhosos e de uma complexidade tal, que quase podemos dizer que conhecemos alguns muito parecidos, ao longo da nossa vida. Mas já me estou a dispersar... 

5 de junho de 2017

Em breve...

...todas as coisas boas que aprendi...


As pessoas fantásticas conheci, as que reencontrei, e as que redescobri.
Ainda estou a processar...

20 de maio de 2017

Soluções

Sabe quem me conhece (basta ler o post aqui do lado) que a desarrumação me deixa inquieta. Consigo-me abstrair dela durante algum tempo, se a minha cabeça andar arrumada, mas quando a minha vida se complica, a desarrumação à minha volta agudiza todo o meu estado de nervos. Por isso, periodicamente procuro soluções para facilitar a vida no que à arrumação diz respeito. E nisso o IKEA é uma lufada de ar fresco, sempre com ideias giras, práticas e funcionais. 
Quando vi o desafio #euqueroarrumar, achei que mesmo não sendo eu mestre na arte da arrumação, (ou talvez por isso mesmo), podia partilhar algumas das soluções que adoptei, para me facilitar a vida.

15 de maio de 2017

Amigos amigos, telemóveis à parte


Um filme falado na minha língua estrangeira favorita, italiano, e só por isso já ganha pontos
Filmado à volta de uma mesa de refeição, o meu local preferido para estar com amigos (mais pontos), um filme acerca das relações humanas, as que mais estimamos, a família e os nossos amigos. Um filme que me fez rir e pensar ao mesmo tempo, duas das sensações que mais gosto quando vou ao cinema (pilhas de pontos). 
Como podem ver, gostei muito do filme, que é cómico e sério ao mesmo tempo, que junta a comédia, a tragédia e um pouco de crítica, de uma forma exímia.

7 de maio de 2017

Mãe.pt


Neste dia da Mãe quero partilhar convosco um novo espaço para o qual tive o privilégio de ser convidada a colaborar. 
Escrito por Mães e para Mães é um espaço de partilha, análise e discussão, sobre os vários temas da maternidade. 
Quem me conhece sabe que eu sou muito descontraída, sempre aberta a ideias novas, entusiasta na arte de ouvir novos pontos de vista. Assim, acredito que este será um espaço, despretensioso, cheio de ideias e opiniões diversificadas. Porque neste projecto sonhado e concretizado pela Cláudia, 40 Mães vão partilhar as suas histórias, crónicas e opiniões. Mães como tu e como eu, com dúvidas, com perguntas, e com sorte, também algumas respostas, fruto da experiência, que tanto ensina.  



Não se acanhem, e visitem www.maespontopt.pt


Ser Mãe

Hoje, vou ligar à minha mãe. 
Vou ligar, e dizer-lhe o quanto ela é especial. 
Vou dizer-lhe que entendo, muito do que me dizia, em miúda. Porque agora entendo, e há coisas que têm que ser ditas.
Vou dizer-lhe que sei que fez o melhor que sabia. Porque uma mãe é assim mesmo. Generosa, humana, (im)perfeita. Vou dizer-lhe que apesar de discordar dela em quase tudo, de sermos muito diferentes, somos mais parecidas do que alguma vez julguei possível. Tantas vezes (demasiadas), dou por mim a dizer ao meu filho frases que lhe ouvi, a repetir gestos iguais, inconscientemente, que não sabia que me tinham ficado gravados.  
Quando olho para o meu filho, ainda ontem um bebé de colo, e hoje um menino que acha que é crescido, percebo a velocidade a que o tempo corre por nós, e fico apreensiva. Os filhos crescem depressa demais. Dei por mim a pensar no que terá ela sentido quando aos 18 anos, escolhi uma faculdade a mais de 500 km de casa. Dei por mim finalmente a entender, que ela insistir para que eu ficasse em Bragança, na escola de Enfermagem (numa profissão para a qual nunca tive vocação), não era falta de confiança, ou egoísmo, era medo do desconhecido, medo do mundo grande demais, medo de me perder. 

5 de maio de 2017

Falta

Chego, abro a porta de casa, e coloco o pé na porta para que não saias.
Vejo-te na esquina, debaixo da cadeira, à porta da cozinha. Sinto o teu olhar do alto do móvel das toalhas no corredor, e ás vezes até ouço os teus miados, aqueles que fazias quando percorrias a casa toda, de rato de peluche na boca, a chamar por um de nós.
Quando me levanto, ainda meio estremunhada avisto-te no tapete da casa de banho à minha espera... Não te vejo realmente, porque não estás lá, mas à luz difusa da manhã quase parece que sim. 
Ainda fecho as portas  e gavetas de armários, ainda deixo a marquise aberta, ainda fecho a casa de banho para não destruíres o papel higiénico. Antes de sair de casa, ainda coloco o batente nas portas para não ficares trancado nos quartos. 
Ainda hesito em deixar a comida na bancada, à cautela.
Ainda te sinto passear no quarto de noite... e acordo em sobressalto, porque me lembro que os barulhos que oiço não podem ser teus. Ás vezes viro-me de repente, e vejo-te pelo canto do olho. Mas era só um saco de compras esquecido no chão, um reflexo de luz, ou um brinquedo mal arrumado. Sei que não estás, mas ainda me esqueço.

1 de maio de 2017

O oposto de só

Hoje, neste primeiro dia do meu Maio senti-me só. 
Com os amigos habituais fora, a aproveitar este fim-de-semana prolongado, o meu filho a andar de patins com o pai, e a casa vazia, questionei o que me apetecia fazer verdadeiramente. Não tive uma resposta imediata.
O dia lá fora, solarengo e luminoso, dizia-me que era uma pena desperdiça-lo, ficando cá dentro. 
Saí, ainda que sem rumo, saí. Naturalmente fui parar a um dos meus jardins preferidos. Não levei um livro, não levei uma revista, nada. Sentei-me na esplanada a bebericar café, e não tendo por hábito ficar agarrada ao telemóvel a vaguear nas redes sociais, acabei por me aborrecer só de ficar ali, com o zumbido das milhentas conversas que me rodeavam. Meia hora depois, sentia-me a mais. Como se sozinha não tivesse o direito de ali estar. Rodeada de famílias, casais, grupos de amigos. 
Claro que não fazia sentido, no entanto, pouco habituada a estar sozinha, senti-me mesmo assim. A mais. 

27 de abril de 2017

Guincho-Cascais

Ás vezes saio de casa sem máquina fotográfica e arrependo-me. Porque em qualquer lugar, e a qualquer momento pode surgir algo que gostaria de ter fotografado. Ás vezes saio com ela, carrego-a horas sem fim, e nada me desperta, nada me parece verdadeiramente especial ou interessante. Acabo por fotografar só porque sim. só para justificar o apêndice. 
Neste dia juntou-se a oportunidade, a vontade de fotografar, e a máquina fotográfica, (só faltou o tripé). 

Gosto delas todas, mas adivinhem qual é a minha foto favorita?



25 de abril de 2017

Outras revoluções de Abril

Uma data tem o peso e a responsabilidade que lhe damos. As revoluções começam dentro de nós. Mas passo a explicar.
Era uma vez duas pessoas apaixonadas, duas pessoas com uma personalidade forte, duas pessoas generosas, carismáticas e acima de tudo verdadeiras. Estas duas pessoas de que falo, conseguiram agregar à sua volta muitos amigos (daqueles que só nos querem bem) e manter essas amizades de uma forma natural e espontânea.
Como já o disse aqui, uma dessas pessoas, faz anos dia 24 de Abril, e desde há quase 2 décadas que o 25 de Abril, para além da celebração nacional de liberdade que todos celebramos, tem sido para mim (e não só) uma tradição de reencontro, de celebração da amizade e da vida.
Gostamos de tradições, gostamos de sentir o conforto do que sempre foi, mas por vezes esquecemos é que a vida é uma constante mudança, e o que temos de mais certo, pode mudar de um momento para o outro. E neste caso mudou. A separação entre duas pessoas de quem gostamos muito aconteceu, e como quase sempre, os amigos ficaram sem saber para que lado se virar. É muito complicado, para quem está de fora, encontrar a via certa numa separação entre amigos. Sabemos que ambas as partes sofrem, sejam quais forem os motivos, sabemos que não nos diz respeito, queremos ajudar, mas a neutralidade só é fácil nas máquinas. Nós humanos temos toda uma bagagem emocional a dificultar esse processo.

11 de abril de 2017

Correr só por teimosia

Moro num bairro calmo, um bairro com prédios baixos, algumas casas e com bastantes espaços verdes. Quando me mudei para cá, uma das coisas que me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas que via na rua ao fim do dia, a passear os cães ou simplesmente a caminhar. Como disse, o bairro é calmo, e até faz sentido. Mas ao longo destes anos ocorreu uma mudança, subtil no inicio, clara neste momento. As pessoas começaram a correr, e não foi só aqui no bairro.
Não sei qual o foi o principal motivo, será diferente para cada um, mas, verifico que correr é uma actividade que tem ganho adeptos de uma forma exponencial. Cada vez são mais os vizinhos, colegas e amigos que correm. Fazem-no na hora de almoço, ao fim do dia, quando conseguem. Alguns, altamente sedentários há uns anos atrás, neste momento correm maratonas, ou duras prova de trail.

9 de abril de 2017

Trico, o gato luz...

... o gato cão, o gato companheiro, o gato sentinela, o gato palhaço, o gato papagaio, o gato mais curioso e brincalhão do (nosso) universo. 
Quando te conhecemos, minúsculo, parecias um ratinho, o brinquedo dos teus irmãos. Eras o mais pequenino, o mais fraco o que sobrava no momento de mamar. Tememos que não sobrevivesses, e por isso vieste connosco. Os primeiros dias não foram fáceis, mas rapidamente ganhaste força e confiança. Ocupaste lugar no nosso coração, e apesar das muitas traquinices e asneiras dos primeiros anos, nunca conseguíamos ficar chateados contigo pois a alegria e o amor que trazias contigo iluminava a nossa casa. Apesar da desconfiança inicial acolheste o nosso bebé, e foste companheiro das brincadeiras, e guardador do seu sono. Recebeste a Syrah e partilhaste tudo com ela. Sei que quando ela partiu, também partiu com ela parte da tua alegria. Procuraste por ela dias a fio, sem compreenderes. Deixaste de brincar, e, a doença que desconhecia-mos nessa altura, agravou também por isso.

29 de março de 2017

Cavalos

Estas fotos demonstram que tenho muito a aprender no que toca a fotografar animais. Ainda assim quis deixá-las aqui, porque se a fotógrafa não foi a melhor, os modelos foram excepcionais. Momentos houve em que quase senti que eles se esforçaram para que as fotos corressem bem. Só faltou eles dizerem : "Vá, mais não podemos fazer, vai aprender umas coisinhas e depois volta". 
São animais maravilhosos, não acham?

26 de março de 2017

Cenas e coisas de um dia de chuva

Mudou a hora, e acordei tarde, mesmo pela a hora antiga. Ontem o dia foi longo e cheio, e hoje, até a minha cria madrugadora, de tão cansada, acordou muito para lá da hora habitual. Para ficarem com uma ideia do quão tarde foi, o pouco tempo que sobrou da manhã, mal deu para o pequeno almoço. 
Confesso, não me apetecia sair da cama, está frio, cinzento, húmido, e dias como o de hoje combinados com um certo estado de espírito, deixam-me quase inerte. Digo quase porque a cabeça voa a mil, mesmo quando o corpo não se quer mexer. Nestes dias sem cor, debato-me com duas ideias antagónicas, a de aproveitar o dia em casa, para organizar o espaço e cumprir algumas tarefas sempre adiadas, e a de me enroscar com uma manta, agarrada aos meus prazeres solitários do "mau tempo" : ler, escrever ou pôr em dia filmes e séries há muito gravados. 
Hoje, a ideia do dolce far niente venceu. 

21 de março de 2017

Bolas de sabão

As crianças ficam felizes com muito pouco. 
Nós (adultos), por vezes perdemos este dom da felicidade fácil, e de nos maravilharmos com os pormenores. 


17 de março de 2017

Elementos secretos

Um filme que não pode ser reduzido à descrição temática de segregação racial e sexual, pois é muito mais, é também sobre perseverança, visão de futuro, sonhos.
Uma história que ao mostrar os bastidores do sonho de uma nação (a conquista do espaço), acaba por relatar conquistas individuais tão ou mais importantes. Aqui, o universo feminino, o preconceito, a diplomacia,  a força e a resiliência são retratados de uma forma que nos toca. Mulheres brilhantes, mulheres que conseguiram elevar-se com elegância, e que, ao defender as suas convicções, abriram portas que nunca mais foram fechadas, portas que hoje são atravessadas como se nunca tivessem existido. Barreiras caíram sem armas ou violência de qualquer espécie, vencidas com sensibilidade, inteligência e muita determinação. Recomendo. 

Imagem retirada da net

7 de março de 2017

Por Lisboa

Sempre que agarro na máquina e o destino é Lisboa, nunca venho desiludida para casa. Há sempre algo novo. Uma rua nunca percorrida, uma situação nova nos sítios de sempre, a luz que nunca se repete. Mas são as pessoas que mais transformam o cenário, são elas que lhe dão vida. E se antigamente fugia das pessoas, por achar que estragavam a fotografia, agora, quase que as persigo com a lente da máquina fotográfica, pois sem elas o cenário raramente me parece completo.
Mais uma vez, um passeio que valeu cada passo nas subidas e descidas, pelas escadarias e ruas estreitas que Lisboa nos apresenta, na excelente companhia da Ju.


5 de março de 2017

Conspiração

O que pensar, quando nos parece que o universo conspira contra aquilo que queremos?
Quando, num determinado objectivo, por mais que façamos planos, que marquemos datas, que assumamos compromissos connosco e com os outros, aconteça sempre algo que nos impossibilite de chegar lá.
Devemos levar essas contrariedades de que forma? 
Acreditar que é um teste à nossa vontade, que serve para nos fortalecer e garantir que é isso mesmo que queremos
Ou que não, que é um aviso. Um sinal de sentido proibido que constantemente se pespega à nossa frente. 
Estou confusa com alguns sinais. Já não sei o que pensar. Vale a pena continuar a bater com a cabeça na parede, e seguir caminhos que constantemente levam a becos sem saída, até achar o certo?
Ou, mais vale parar, e aceitar que se fica constantemente fora do meu alcance, é porque não é para mim?
Parece uma piada de mau gosto. Daquelas absurdas, sem sentido que desafiam crenças.

25 de fevereiro de 2017

Adeus Syrah

Há 10 anos, quando te fomos buscar, eras uma, entre meia dúzia de gatinhos para adoptar. Todos os outros brincavam, e pareciam extremamente divertidos com algo que só eles entendiam. Tu estavas a observar a brincadeira. Olhei para ti e soube de imediato que te queria trazer para casa. Foi amor à primeira vista, sem margem para dúvidas ou indecisões, algo raro na minha vida. 
Quando chegaste cá a casa o gato que já cá morava assustou-te um pouco, mas mesmo com medo, não o deixaste intimidar-te. Parecia que só tinhas patas, orelhas, e olhos. E que olhos. Com esses olhos curiosos querias saber tudo do mundo, Não havia portas fechadas, gavetas fechadas, caixas, sacos, e tudo, que não abrisses para investigar. Olhavas para mim, e não precisavas de mais para me derreteres, eramos uma da outra. Adoptámos-nos uma à outra. Eu era a tua pessoa e tu um bocadinho do meu espírito em forma de gata  (quem conhecer a trilogia de Philip Pullman, entende)
Durante muitos anos, só o meu colo te servia. Esperavas que a casa acalmasse, e então vinhas pedir mimo, daquela forma que só os gatos sabem fazer. Foste sempre assim, arisca. Demorava conquistar-te. Eu fui a única excepção.
Sei que foste uma gata feliz, e isso conforta-me um pouco. Sei que não vou conseguir substituir-te nunca ( na verdade não o quero fazer).

24 de fevereiro de 2017

Medo do medo

Este mês, aderi a um desafio lançado pela Joana do blog Cor Sem Fim chamado A Cultura Mora Aqui. Com este desafio, ela pretende mostrar que há mais sobre o que escrever além de beleza, moda e maquilhagem, e eu identifiquei-me logo com essa ideia. Todos os meses o grupo base cria um tema diferente e cada um dos participantes adapta-o ao seu próprio blog. 
O tema deste mês era escrever sobre sentimentos e emoções e eu escolhi falar sobre o medo, por ser algo que tenho tentado compreender melhor de há uns tempos para cá.
O medo é uma emoção primária. Tem a função de proteger e é essencial à nossa sobrevivência. Acontece que, mal gerido, impede-nos de concretizar muito do nosso potencial, limitando-nos.

22 de fevereiro de 2017

Escolhas

Ainda a  propósito de cabelos brancos...
Comentei aqui que os estou a deixar crescer à vontade, não por achar que vou ficar linda (serei a mesma pessoa de sempre, mas com alguns cabelos brancos), mas porque o cabelo precisa de descansar (não é a cor do cabelo que nos define). 
Muitas amigas minhas pintam e ficam lindas assim, é assim que se sentem bem. Algumas apoiam a minha decisão, mas confessam não ser essa a sua onda. Outras, dizem-me para não deixar aparecer os brancos, porque na minha idade, dão um ar desleixado. Eu sei que mo dizem por bem, e não como uma crítica. 
Também eu, só porque decidi deixar de pintar por uns tempos, não quero passar a ideia de : " esta é a verdade, eu é que estou certa e o cabelo pintado é falso"

21 de fevereiro de 2017

Passeio marítimo Oeiras

Um final de tarde como há muito não tinha, e que serviu para recarregar as baterias. 
Passear, fotografar, vadiar sem pressa, nem hora marcada. 
Sentir que finalmente a Primavera está a chegar, e com ela dias de sol, dias maiores.



15 de fevereiro de 2017

O Amor

Dizem-nos que o amor é eterno. Que quando é amor, é para sempre. Contam-nos histórias de príncipes e princesas com final feliz, mas não explicam que esse final, é apenas o princípio. O ponto de partida para uma jornada cheia de curvas e contra curvas, de subidas e descidas, rectas intermináveis, numa desordem que nos atropela.
Induzem-nos a acreditar que basta gostar e ser gostado. Que nessa jornada o amor é a constante, mesmo quando tudo o resto são variáveis desgovernadas. Pode ser, mas não chega.

13 de fevereiro de 2017

Lion - A longa viagem para casa

Na passada sexta-feira fui ao cinema com duas amigas, e vi um filme extraordinário.
A S. escolheu, e eu confesso, não sabia nada sobre o que ia ver e resisti um pouco à ideia. Tentei convencê-la a ver o tão comentado La La Land, mas ela, apesar de adorar musicais não foi na conversa, e ainda bem! O filme, conta a saga de um menino indiano, que devido a uma série de acasos infelizes se perde da sua família. Depois de algumas peripécias (não vou contar), tem a sorte de ser adoptado por um casal Australiano.

12 de fevereiro de 2017

Outras sombras de grey

Quem me conhece e quem me lê, sabe das minhas desventuras capilares. Sabe que depois de (literalmente) ter esturricado o cabelo, procurei soluções, que, apesar de terem resultado numa pequena melhoria, nunca resolveram o ninho de ratos em que ele se tornou. Por isso em Dezembro (altura em que precisava de pintar de novo)  decidi dar-lhe descanso. Ou seja, decidi que à medida que deixava a permanente horrorosa desaparecer, deixaria também os cabelos brancos aparecerem. Uma espécie de detox capilar.
Não é uma decisão fácil, pois quando nasceu o meu filho, fui invadida por uma horda de brancos tal, que optei pela coloração definitiva. Facilitou-me a decisão encontrar uma solução sem amoníaco. 
Confesso, que durante alguns anos, apesar da grande seca que era ir quase mensalmente pintar o cabelo, a coisa até teve alguma graça. Experimentei vários tons, algo que nunca tinha feito antes, dando largas à necessidade pontual de mudança, que algumas de nós sente, relativamente ao cabelo. Mas isto cansa. Esta dependência começa a complicar os nervos, e a verdade é que à medida que os anos vão chegando, o cabelo fica mais frágil tornando-se mais difícil mantê-lo saudável.   
Até ao ultimo desaire, achava que nunca mais voltaria a ver a a cor natural do meu cabelo.

9 de fevereiro de 2017

O leitor abstrato

Há momentos em que dou por mim, a olhar para a sequência de eventos que define a minha vida, como se de literatura se tratasse. Como se eu fosse um leitor emproado e sabichão, a analisar uma personagem que (ainda) anda meio perdida nalguns capítulos do livro que está "a ler". 
Como leitor, critico o autor, como se soubesse melhor, o rumo que os personagens deveriam tomar. Porque não faz sentido, porque ninguém no seu "perfeito juízo" deriva desta forma. E nesta posição, espanto-me com o absurdo que são, algumas das decisões tomadas, pelo principal personagem desta história (a minha).
Olho para o enredo onde me movo, para as interacções com os outros, e conforme a situação em causa, apetece-me intervir e gritar, “não faças isso!” , “Vai lá, e resolve tudo de uma vez…” e por aí fora. Como se fosse o mais lógico, e só eu (como leitor) o percebesse. Como se pudesse impedir o principal personagem (eu) de cometer erros, que parecem básicos a quem está de fora.

27 de janeiro de 2017

Dos sonhos que se cumprem

Hoje é sobre sonhos.
Esta miúda de quem aqui vos falo, tinha um sonho desde criança, e esse sonho era ser escritora. Poucos o sabiam, apesar de ter revelado muito cedo, a intimidade que tinha com a palavra escrita, nos seus múltiplos textos elogiados pelos professores.  
Dessa altura, recordo-a tímida, perto da mãe (minha colega de trabalho de há muitos anos), nos dias de levar os filhos para o emprego. Carregava sempre algo para ler ou para escrever, a sua forma preferida de passar o tempo. Não se dava por ela, ali no cantinho da secretária, a observar tudo discretamente, enquanto a mãe trabalhava. A miúda cresceu, e o sonho cresceu com ela, como crescem os sonhos que acarinhamos e nutrimos.

20 de janeiro de 2017

Eles apanham Pokémons, eu fotografo

Pois. "Se não os podes vencer junta-te a eles!"
Inicialmente eu era contra esta ideia de andar à procura de pokémons. Parecia-me parvo. Parecia-me mais uma maneira de condicionar as pessoas, e guiar-lhe os passos em função das regras de um jogo qualquer.
Tive que repensar a minha posição, a partir do momento em que o meu filho, deixou de querer ir comigo ao parque, porque eu não tinha a aplicação instalada no telemóvel. Fiquei irritada durante uns dias, mas pensei melhor e instalei. mais vale sair à rua para apanhar criaturas imaginárias, que ficar a olhar para a televisão.
Agora, ele apanha os ditos e eu fotografo. 


15 de janeiro de 2017

Manchester by the Sea

Um filme que esperava diferente, com mais luz. Que me oprimiu, que me deixou sem ar, e me surpreendeu pela magnifica banda sonora, e complexidade emocional. É uma daquelas histórias que levamos para casa, que se agarram a nós de tal forma, que acordamos ainda a rever detalhes e a procurar justificações. Enredo que se desenvolve entre o presente e o passado, destapando, aqui e ali, cantos obscuros que nos vão deixando perceber o inexplicável. Não é um filme leve. Retrata a habilidade que o ser humano tem para sobreviver ao pior de tudo. Retrata a dor, e mostra-nos da maneira mais crua, como por vezes a única maneira de a adormecer, é adormecer a nossa capacidade de sentir seja o que for.

14 de janeiro de 2017

Tomar e o Convento de Cristo

Aproveitando o embalo de Dezembro, decidi que uma vez por semana, fotografia será o tema principal. Pode ser só uma fotografia que goste muito, mas o que pretendo é mostrar o que vou fotografando por aí
Hoje são fotografias tiradas num passeio a Tomar, com amigos de sempre, na última sexta feira do ano.
Com os miúdos em férias e cheios de energia, aproveitámos o sol de inverno, para lhes mostrar, o que na minha opinião é um dos monumentos mais bonitos de Portugal, o Convento de Cristo em Tomar.  Poderia aqui dissertar sobre a Ordem de Cristo (ou dos Templários) e a importância que tiveram na criação deste país, mas não vos vou encher de detalhes históricos, políticos e religiosos, há fóruns especialistas nestas matérias, fáceis de encontrar.

8 de janeiro de 2017

Ano novo, a vida de sempre

Mais um ano que se iniciou, e para mim, é impossível não o receber com optimismo. Aquele optimismo com que olhamos para uma agenda em branco cheia de possibilidades. 
Se 2015 foi um misto de muito bom e muito mau, 2016 foi um marasmo incrivelmente decepcionante. Triste, é a melhor palavra que encontro para descrever o ano que passou. 
Mas desta vez é que é, penso. 2017 vai ser espectacular, não fosse ele um ano ímpar!
Desta vez, vou aproveitá-lo até ao tutano. Sorver todos os momentos bons como se fossem os últimos, e ultrapassar os maus como se de coisas temporárias se tratassem, que a vida é demasiado curta, e nada dura para sempre.
Sim, em Janeiro este é o espírito que me habita. Esperança, optimismo, vontade de tudo fazer acontecer.