27 de julho de 2016

Uma desgraça nunca vem só.

Já contei o desaire da minha ondulação.
Na altura tinha dúvidas acerca de pintar ou não, pois era arriscado, tal o estado em que o cabelo já se encontrava. 
Decidi voltar ao salão, depois da minha cabeleireira ter regressado de férias, para que ela visse o estado de calamidade, e me aconselhasse sobre o que fazer. 
Ela confirmou que “algo” tinha corrido muito mal, mas que pintar, uma vez que era com INOA, não iria fazer grande diferença.
Claro que a decisão seria sempre minha. 
E eu decidi pintar, porque o cabelo estava quase laranja. Para além de retocar as raízes, precisava de o escurecer.  
Tudo parecia ir bem, até ao momento em que me sentei de toalha na cabeça, depois do cabelo pintado e lavado.
Começo a sentir uma comichão tal, que só me apetecia  arrancar o escalpe. À volta do rosto tudo estava vermelho. A lei de Murphy em todo o seu esplendor. Fiz reacção alérgica à tinta. Coisa que nunca me tinha acontecido.
INOA foi a única tinta permanente que alguma vez usei desde que pinto o cabelo, faz uns 5 anos. Questionei se a fórmula tinha sido alterada.
“Não temos conhecimento que tenha mudado, mas eu da ultima vez que usei, senti algo parecido, pensava que era só comigo. Devem ter mudado algo sem avisar.”
E agora? 
“O melhor é mudar para as tintas tradicionais, com amoníaco. É o que eu vou fazer." 
...

24 de julho de 2016

Adiar até ao infinito

Há dias dei-me conta, que o pior de se ser um procrastinador, não é adiar as coisas que temos mesmo de fazer, e sofrer as consequênciasIsso é obviamente mau, mas tendo um prazo a cumprir, mesmo arrastando o inicio da coisa, sabemos quando tem que estar pronto, e mais cedo ou mais tarde metemos mãos à obra. Porque quando nos chega o stress do final do prazo, abdicamos do lazer, do sono, e de tudo o que for preciso para o cumprir. O pânico obriga-nos a agir. 
Com algumas pessoas isso até pode ser o agente motivador, para que a coisa ocorra sem distracções. Regra geral acarreta um grande desgaste, mas melhor ou pior, a coisa cumpre-se.

16 de julho de 2016

Serenidade

Nunca me canso deste mar e deste céu que nos rodeia. 
De caminhar sem hora, sem objectivo, sem percurso pré-definido. Caminhar simplesmente. 
Relembrar que também há muita beleza no mundo. serenidade.
Apesar do tanto que nos queixamos, (muitas vezes com razão), temos muita sorte em viver neste paraíso à beira-mar plantado.



15 de julho de 2016

Desastre capilar

Acho que nunca falei disto aqui, mas uma das coisas que mudaria em mim se pudesse, seria o cabelo. 
Já foi forte e bonito, mas agora anda pelas ruas da amargura.
Quando vim para Lisboa (faculdade), percebi que o cabelo começou a ganhar uns jeitos e a perder algum brilho. Na altura dizia que a culpa era da agua, mas hoje acho que para além disso, a poluição, mudança de hábitos alimentares e de estilo de vida, tudo deve ter contribuído para as alterações.
A partir do momento que comecei a trabalhar, começou a ficar mais frágil, mais oleoso, e por vezes caía para lá do normal. Aumentei a frequência das lavagens, até chegar ás lavagens diárias. Piorou. 

13 de julho de 2016

Travessia do deserto

Tenho escrito pouco, fotografado pouco, e os sonhos andam escondidos pelos cantos escuros com receio que a luz os faça parecer ridículos. Tenho andado afastada das esferas virtuais numa espécie de: “se não tens nada de interessante para dizer, então não digas nada.”
Posso dizer que é falta de tempo. Falta de inspiração, falta de oportunidade. Também. Mas tem sido acima de tudo falta de vontade. Falta de energia, falta daquele optimismo que tudo faz parecer possível. Tenho andado assim, numa onda de “não vale a pena”, desiludida com uma série de coisas, mas acima de tudo comigo.