31 de maio de 2016

Irmãos

Um irmão é das melhores coisas deste mundo para se ter, eu tenho três. Sou mesmo afortunada! Obrigada Mãe e Pai.

Não ter dado um irmão ao meu filho é coisa que ainda hoje me entristece um pouco. Mas o meu filho (mais descomplicado que a mãe), desde cedo percebeu que isso da falta de irmãos também é coisa que se resolve. Adoptou os seus dois melhores amigos. Moram mesmo aqui ao lado, e na cabeça dele durante muito tempo era como se vivêssemos todos juntos. De tal forma que nos primeiros desenhos da escola sobre a família, eles estavam incluídos no agregado. Não deixa de ter razão, porque um irmão não precisa de ser de sangue, por vezes os laços do coração são igualmente fortes.




Buddha Eden

Esta era uma visita que andava a adiar há uns 2 anos. Aproveitei o  facto de querer fazer um pic-nic no meu aniversário para a concretizar. Este jardim concebido pelo comendador José Berardo, surgiu como resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan no Afeganistão em 2001, acto que na altura chocou o mundo. fica no município do Bombarral e ocupa 35 hectares da Quinta dos Loridos.
Gostei de me sentir numa espécie de "museu ao ar livre", uma vez que por todo o parque se encontram esculturas com as mais variadas origens. Percebi que está ainda em construção pelo que acredito que daqui a uns anos seja uma visita muito diferente.

30 de maio de 2016

Correspondência (o filme)

Nem sempre se acerta em cheio, mesmo quando parece um tiro impossível de falhar.
Jeremy Irons , Ennio Morricone, Itália, Tornatore (Cinema paraíso), poderia ter sido a combinação perfeita para um sábado à noite. Não foi totalmente. 
Não posso dizer que foi um serão mal passado, que não foi, mas o filme, apesar de momentos brilhantes de raciocínio e diálogo, de ter musica à altura, de me entusiasmar com as teorias do cosmos (um pouco ao jeito de Carl Sagan), veio a tornar-se demasiado longo para o enredo criado. Entre períodos um pouco aborrecidos, momentos houve que derreti pela pureza das cenas. Sempre o amor, daquele que nos toca e nos emociona, misturado com eterna luta pela imortalidade, de um homem que sabendo o quanto somos pequenos perante a imensidão do universo, nos mostra que podemos ser enormes se assim o decidirmos.

27 de maio de 2016

Mosteiro de Alcobaça

No meu aniversário foi dia de pic-nic com já contei aqui, mas não foi só isso que fizemos. Aproveitámos a manhã para conhecer o Mosteiro de Alcobaça, uma vez que ficava perto do local escolhido para o lanche. 
Mais um monumento que vale a pena conhecer, pela sua beleza, estado de conservação, e pelo romantismo (estranho dizer isto sobre um local de celibato) que lhe foi emprestado por dois dos seus "inquilinos". 
Para quem não sabe é lá que estão os túmulos de Pedro e Inês, um dos pares mais românticos da nossa história, e como podem ver abaixo, são duas obras primas da escultura gótica portuguesa.  
A existência do mosteiro deixou em Alcobaça uma tradição de doçaria conventual fora de série, não explorámos devidamente essas maravilhas mas ainda assim, babámos literalmente na pastelaria Alcoa
Muita contenção na ordem do dia, uma vez que no nosso pic-nic não faltava doçaria.
Fica para a próxima visita... 

25 de maio de 2016

Psicologia Positiva


uns dias atrás, a propósito de coisas boas que acontecem quando menos esperamos, mencionei um workshop, e não adiantei mais nada. Prometi que partilharia a experiência depois, e por isso cá vai. O tema era Psicologia Positiva, aconteceu na Red Apple e foi conduzido pela Psicóloga Catarina Rivero. 
  
Fui num misto de expectativa, receio, e entusiasmo juvenil. 
Tenho que confessar que um psicólogo "à séria", daqueles que entre várias coisas possíveis também fazem psicoterapia, sempre me intimidaram um bocado, porque tenho a sensação que analisam cada pessoa que conhecem. Claro que sei que isto não faz sentido nenhum, mas mesmo assim é o que sinto. Além disso, workshops com exercícios de grupo, deixam-me de pé atrás. Não gosto de me expor, e sei que por vezes para vencer a minha timidez natural, digo umas quantas parvoíces, com resultados por vezes constrangedores. Daí o receio e a expectativa
Claro que fui, porque o entusiasmo e a curiosidade venceram tudo o resto. 

23 de maio de 2016

Pelo menos três coisas boas...

... para cada coisa má. 
Dizem alguns psicólogos, que é o mínimo necessário para manter um quociente de positividade saudável na nossa vida.

Uma semana horrível ().
Duas amigas para jantar na sexta, que me fizeram muito bem (boa).
Um presente (desafio) de outra amiga que me deixou muito feliz (boa).
Amigos que mudaram os seus planos (quase) à ultima hora, para passarem o dia comigo, no meu aniversário (boa).
Balança equilibrada.

16 de maio de 2016

Navio Escola Sagres

Li por aí, que o Navio mais bonito do mundo é Português e acho que estão cheios de razão.Trata-se do Navio Escola Sagres. 
Se quiserem perceber porquê façam-lhe uma visita, pois encontra-se no Terminal de Cruzeiros de  Alcântara e está aberto ao público durante toda a semana das 14h ás 22h, na sequência da comemoração da semana da Marinha
O pirata cá da casa, não quis perder a oportunidade de conhecer a "nova casa" do tio, e lá fomos nós fazer-lhe uma visita este Domingo, antes que rume ao Brasil para os jogos Olímpicos.
Eu da minha parte tive muita pena de não o encontrar de velas enfunadas, mas claro que ancorado não faz sentido (foi o que me explicou um marinheiro paciente). Tive de concordar, mas confesso que para mim um veleiro sem velas é como uma árvore sem folhas. 
Nu e (quase) sem graça.

14 de maio de 2016

Porque ser mãe (ou pai), nem sempre é fácil

Não é segredo que tive muita dificuldade em engravidar
Sei que eu sou um entre muitos casos. Casos diferentes, iguais, parecidos. Casos sem solução, com esperança e sem ela. 
No meu caso, nunca percebi qual o motivo de não conseguir engravidar da forma tradicional, nem o que falhou nas primeiras tentativas na clínica de fertilidade. Tal como não sei qual a variável que mudou na equação, e que me deu um filho à terceira tentativa. 
Não sei, porque o médico não mo conseguiu explicar, e percebi na altura, que a ciência está num estado muito embrionário, no que a este tema diz respeito. Não é de fácil investigação tendo em conta tudo o que envolve, física e moralmente. 
Na altura, perante o meu desânimo quando não encontraram as razões do meu insucesso, foi-me dito que 20 % das vezes, as causas da infertilidade são inexplicáveis. 20 em cada 100 é demasiado.  
Acredito que tive sorte. E agradeço. 

13 de maio de 2016

Este miúdo troca-me as voltas

O meu filho nunca conta nada da escola. 
Nem à pergunta mais simples me dá uma resposta, como por exemplo : "o que comeste hoje ao almoço?"
Regra geral, à primeira vez que pergunto, responde não sei. Insisto, e responde não me lembro, volto a insistir e responde não vou dizer
As respostas podem ter variações, mas na verdade é rara a vez que efectivamente responde ao que lhe pergunto. Desconversa, muda de assunto, e escapa-se como uma enguia.

No outro dia tivemos o seguinte diálogo:
...
"Vá conta lá à mãe, quem era a menina que te estava a agarrar no outro dia para te dar beijos...!"
Muito irritado responde, "Não conto. Não gosto de beijos!"
"Não gostas de beijos, filho, como é que é possível?"
com o ar mais dengoso do mundo diz, "Só gosto dos teus mãe..."
"Mas diz-me lá quem era a menina, filhote..."
"Não digo. Não gosto de meninas."
"???!!!" 
Perante o meu ar de incredulidade, abraça-me e diz baixinho, "só de ti mãe..."
...

10 de maio de 2016

Fale menos comunique mais

Quando eu era miúda, comunicar não era problema. 
Recordo que na escola, mais ou menos até aos 12 anos, em qualquer momento que me fosse solicitado pelos professores, dirigia-me "ao quadro" e não tinha qualquer problema em explicar-me, apresentar um trabalho, ou partilhar informação. Com a maturidade surgiu uma espécie de autoconsciência constante, e não sei bem como nem porquê, perdi essa capacidade que tinha como garantida. Mesmo sentindo-me segura acerca do assunto, no momento de partilhar parecia que as frases deixavam de ter sentido, a informação misturava-se no meu cérebro, faltando-me bocados essenciais nos momentos mais inoportunos. E foi assim durante quase todo o resto da minha vida académica. Nunca mais recuperei a descontracção de outrora. 

8 de maio de 2016

Demanda do roupeiro

O inverno já acabou há mais de um mês, e apesar de me parecer que a Primavera não está muito convencida a ficar, eu, já cansada do frio, vou olhando para as montras cheias de coisas bonitas, leves e coloridas e fico cheia de vontade de entrar, experimentar e comprar.

É normalmente no provador, quando gosto mesmo de alguma coisa, que a consciência se manifesta, “ mais! Precisas mesmo disso? Onde queres tu meter mais roupa?” … Mas é tão giro (digo baixinho)… E prometo a mim mesma, que desta vez vai ser a sério. Aquele roupeiro vai mesmo levar uma grande volta!

Porque todos os anos, quero muito arranjar espaço, mas invariavelmente o resultado fica aquém das expectativas.

1 de maio de 2016

Mãe ... Madrinha

Quem me conhece bem, sabe o quanto sou uma mãe que todos os dias agradece a bênção de o ser. Olho para o meu filho que é perfeito para mim, e por vezes fico sem fôlego tal é o amor que lhe tenho. Quem me conhece, sabe também que não foi fácil engravidar e que para o conseguir percorri todo um caminho de tentativa e erro até que o milagre se deu. Neste caminho que não fiz sozinha, tive amigos preciosos, que estiveram por perto, a dar esperança, a apoiar, e a ouvir. Hoje, neste dia da mãe, ao assistir (babada) à primeira comunhão da minha afilhada, recordei como me senti especial por ter sido convidada para madrinha, o estado mais próximo de mãe para quem não o é. Foi algo que significou o mundo para mim nesse dia.