27 de abril de 2016

Cook it

Este fim de semana que passou, fomos finalmente lanchar ao  Cook it. Prometido mais que uma vez, parecia que a coisa nunca mais se dava. Digo sinceramente, podia ter sido na casa da avó, ou na casa daquela tia velhota que todos adoramos, porque a sensação foi a mesma. 
Mal entrámos, percebemos que era um sítio especial. O acolhimento caloroso da Sofia, o sorriso radioso da Diana, e aquele abraço que o meu filho dá a quem o conquista, foi a confirmação. Toda a decoração nos remete para um tempo mais simples. O tempo em que tudo se fazia com calma. Inspirada pelo ambiente, pedi um chá aromático, acompanhado de panquecas (adoro!). 
Fui atacada pelo pecado da gula, porque apesar de não ter fome nenhuma, depois de provar o croquete de cozido que ele pediu (divinal!), tive de pedir um para mim. Foi o melhor croquete que alguma vez comi!

25 de abril de 2016

25 de Abril

Para o meu filho de 6 anos, 25 de Abril é o nome da ponte a que ele chamava até há bem pouco tempo a Ponte Vermelha. 
Para nós, crescidos depois da revolução, a data marca algo que parece tão longínquo e esbatido como as pinturas que ainda se encontram por aí. Sabemos que esta impressão é enganadora, pois tivemos o privilégio de ouvir a História contada na primeira pessoa. Por isso, cabe-nos a nós transmiti-la aos nossos filhos, para que não perca a cor, nem o significado. 
Eu farei a minha parte.   



17 de abril de 2016

Só mais um bocadinho ...

O meu filho é o melhor exemplo de inercia que conheço. 
Seja qual for o estado em que se encontra, se estiver bem, não quer mudar nem por nada.
Se é para ir tomar banho, faz todas as fitas e mais algumas para se esquivar, mas uma vez dentro da banheira, repete tudo de novo para não sair de lá. 
Se for para sair de casa, a mesma coisa. Que não quer, que quer continuar a brincar, ou a ver desenhos animados, ou seja lá o que for que esteja a fazer...

Mergulho profundo

Ou no original "A Bigger Splash". 
Mais um filme a que assisti, mas que me passaria despercebido, não fosse ele filmado em Itália (a minha nova obsessão).
O enredo é simples, apesar da força emocional que desenvolve num crescendo contido ao longo de quase todo o filme. 
Férias de uma estrela de Rock (Tilda Swinton) em recuperação depois de uma operação ás cordas vocais, com o namorado (Matthias Schoenaerts). Férias essas, supostamente calmas, numa pacata villa na encosta de uma lha vulcânica (Pantelleria), perto da Sicília, interrompidas pela chegada de visitas inesperadas, criando toda uma tempestade de emoções, pois trata-se do excêntrico ex-namorado (Ralph Fiennes) e a sua filha (Dakota Johnson). 
Podemos assistir a uma Tilda Swinton elegante, de uma beleza intemporal, que devido à limitação vocal da personagem, acaba por ser forçada a uma expressividade fora de série. Também Ralph Fiennes no papel que vestiu, se mostra como (eu) nunca o tinha visto, excessivo, vibrante, emotivo, real, com uma energia absolutamente contagiante.
Mas se esperam, encontrar neste filme o glamour, e o embrulho bonitinho de Hollywood, esqueçam. Trata-se de um filme europeu, cru, realista e despretensioso. Onde o desempenho é mais importante que o cenário, onde as emoções são o corpo e a alma do filme.

11 de abril de 2016

Street Fest no Martim Moniz

Domingo foi dia de Street Fest no Martim Moniz
Por ser uma estreia, não sabia bem o que me esperava, mas pelo local, e por toda a publicidade que me chegou relativa ao evento, imaginava muita animação, musica, petiscos deliciosos, muita cor e acima de tudo muita "multiculturalidade". Não foi bem isso. Havia musica, alguma animação, mas faltava cor e variedade cultural gastronómica. Em boa verdade os petiscos, eram os mesmos de sempre. 
Já me começa a cansar a roulote "pão de forma", a tentar ser retro, onde a originalidade não o é. 
Não gosto de ser negativa que o empreendedorismo é de louvar,  mas eu já me fartei de ver por todo o lado, os milhentos tipos de hambúrguer, de wraps, ou as misturadas entre o que é nosso e o que é importado (baguel com farinheira, a serio?!).
Vou longe por um petisco, confesso. Adoro experimentar comida do mundo, mas acima de tudo gosto de genuinidade, de identidade, de comida bem confeccionada onde a qualidade tem lugar. Infelizmente ontem não encontrei muito disso por lá.

4 de abril de 2016

Palácio Nacional de Mafra

Quem leu o Memorial do Convento do Saramago como eu, perante a visão do Palácio Nacional de Mafra, para além do natural assombro que um monumento assim nos inspira, reconhece nele o fruto do trabalho de milhares de portugueses e assume uma certa reverencia pelas vidas que lhe foram dedicadas.
Juntamente com amigos, fomos mostrá-lo aos miúdos no Domingo. Sem guia, passearam livremente pelos seus corredores amplos, mostrando-se impressionados com muitos dos pormenores da decoração.
A cama do rei (não sei porquê) foi um dos objectos que deliciou o meu filho, de tal forma que me veio buscar pela mão para ma mostrar. Ficámos todos de impressionados com a imensa biblioteca, e na sala de caça, mais uma vez, as crianças surpreenderam-se com com a sua peculiar decoração à base de "troféus", suscitando  perguntas nem sempre fáceis de responder.
Recantos, salas faustosas, pormenores do dia a dia remeteram-nos para uma realidade muito diferente da nossa, que apesar de passada não é assim tão longínqua.

1 de abril de 2016

Pedacinhos da "minha" cidade. Bragança.

Não me canso nunca de a palmilhar, de preferência com amigas(os) de sempre. Não me canso de recordar em cada esquina, um passado (muito) feliz de cidade pequena. O primeiro grande amor, a serenata no castelo, longos passeios no jardim onde se partilhavam segredos e sonhos, as tertúlias na rua Direita, e mais, e mais... 
É sempre um regresso bom, que me completa, porque uma parte de mim, está sempre lá.