31 de agosto de 2015

Parque dos Poetas

É muito mais que um parque. Tem recantos deliciosos, arte ao alcance da mão, e poesia literalmente aos nossos pés.
Neste ultimo dia de Agosto, consegui finalmente visitar o último troço que foi inaugurado recentemente. E para quem como eu conhecia "o antes" de longe, ver "o depois", de perto, foi um verdadeiro momento "tcharan!!". A vista sobre a foz do Tejo é de tirar o fôlego. Não tivesse eu ido com o meu filho, que é incapaz de ficar quieto, e teria ficado sentada no topo das escadas só a apreciá-la em silencio. 

30 de agosto de 2015

Tenho orgulho em ser... Imperfeita

Não sou perfeita, e espero nunca achar que o sou. Achar-se perfeito deve ser das coisas mais aborrecidas do mundo. Confesso este gosto por registar de vez em quando, o que me passa pela cabeça, mas desconfio que muito do que escrevo só tem interesse para mim. Não gosto de me censurar na escrita, mas apesar disso faço-o ás vezes. Não é por ser imperfeito, mas porque nos dias de fúria e tempestade, relâmpagos e trovões, os textos transformam-se em desabafos só meus. Não vêem a luz do dia porque há recantos que devem continuar ás escuras.

27 de agosto de 2015

A amizade é um lugar estranho

Estes dias estive em Bragança.
Apesar de ter passado momentos muito bons com a minha família e alguns amigos, nem tudo correu da melhor forma. 
Desencontros, imprevistos, prioridades revistas no ultimo instante, decisões nem sempre muito conscientes. 
E se por vezes idealizamos algo, e na nossa cabeça projectamos a perfeição, no fundo sabemos que é de todo impossível atingir tal estado. Tendo isso em conta, não foi o que idealizei, mas o que foi, abriu-me caminhos novos. Direcções nunca antes pensadas. Depois de se andar em círculos durante algum tempo, encontrar uma direcção nova é muito bom, porque mesmo que não seja a mais certa para nós, mostra-nos que mais caminhos existem, basta não desistir de os procurar.

25 de agosto de 2015

Lago de Sanábria

Quem é de Bragança e arredores, conhece bem este lago, pois basta atravessar o Parque Natural de Montesinho para lá chegar.
Apesar de (infelizmente) já se encontrar do lado espanhol, este é sem dúvida um sítio a visitar.
De uma beleza de tirar o fôlego, este lago no meio das montanhas, transporta-nos para uma calma, que só a conjunção do verde natureza, o azul água, e o silencio conseguem. Se para alguns a praia fluvial é o seu ponto mais atractivo, para mim, são os caminhos pedestres que se embrenham na montanha, e nos permitem explorar ao nosso ritmo os seus mistérios. 

21 de agosto de 2015

20 de agosto de 2015

Amor Electro

Um grande concerto!!
Este ano estou em Bragança em plenas festas da cidade. Muita gente, muito calor.
Os dias pedem rios, albufeiras e praias fluviais, mas as noites quentes são de passeios e musica.
Temos a sorte de ter os concertos ao lado de casa, poderíamos ouvi-los da varanda. Não é a mesma coisa. 

18 de agosto de 2015

A viagem faz parte das férias

Tenho duas amigas que quando fazem férias pela Europa, vão de carro ou de comboio.
Umas das frases que me ficou, quando lhe perguntei se não era cansativo viajar assim foi:
"A viagem faz parte das férias."
Admiro-lhes essa capacidade de encarar as coisas assim, e o aceitarem sem qualquer negativismo, uma vez que tal se deve ao facto de existir uma fobia a voar de avião. Conseguiram aceitar essa limitação e transformá-la numa coisa boa. 

17 de agosto de 2015

Ultimo dia de férias na Falésia

A Praia da falésia é, para mim, uma das mais bonitas do Algarve. As cores não deixam ninguém indiferente. 
O contraste dos tons quentes da falésia com o azul do céu e do mar, só limitados pelo branco areia da praia, e do verde do pinhal, inebriam-nos os sentidos, tal a saturação de cor. 
No ultimo dia aproveitámos até ao ultimo raio de sol. 
Deixámos as crianças a brincar com os pais e eu e a minha amiga M. fomos à procura dos famosos olhos de água. 

16 de agosto de 2015

E quando o sol explodir?

Já vos disse, que o meu filho gosta falar de estrelas, planetas, galáxias, e afins?
Adora. É uma temática que o fascina, e que o pai alimenta. Quanto a mim, ás vezes é-me difícil seguir o raciocínio dele, pois já sabe muito mais que eu sobre o assunto, por isso sempre que posso, esquivo-me.

Conversa no carro depois de ver o pôr-do-sol à saída da praia:
"Pai o que é que acontece à Terra, quando o sol se transformar numa super-nova e explodir?"
" A Terra desaparece."
Aqui, eu vi logo que a conversa se ia complicar...
"Então e as pessoas?"
" Isso só vai acontecer daqui a muitos anos, nessa altura já as pessoas viajaram para outros planetas."
"Ok."

Uma hora mais tarde...

15 de agosto de 2015

A rapariga no comboio

Um livro diferente. Diferente na sua construção, e na perspectiva.
Confesso que comecei cheia de entusiasmo, por me ter sido muito recomendado, mas passadas as primeiras páginas ele foi esmorecendo. Os primeiros capítulos com preâmbulos vários, custaram-me a ultrapassar. Não se trata de leitura ligeira.
Garanto que vale a pena a persistência pois passados esses primeiros capítulos, comecei a ficar presa. De presa, a completamente agarrada. Quando não o estava a ler estava mentalmente a tecer teorias sobre qual seria o desfecho. É um livro que nos leva a questionar a verdadeira natureza das pessoas acima de todas as aparências. 

13 de agosto de 2015

Costa alentejana

Costa alentejana.
Família, amigos, um dia diferente.
O dia começou muito nublado, mas acabou por parecer o dia mais quente destas férias. Água fria, daquela que parece quebrar todos os ossinhos do corpo. Revigorante, para quem se atreveu a nadar e a vencer a resistência inicial. 
Muita conversa boa. Gargalhadas e descobertas. Paisagens de tirar o fôlego. Praias para revisitar com mais tempo.

9 de agosto de 2015

Viagem no tempo

Hoje acordei com o calor. Foi a primeira noite destas férias, que senti calor de noite. Um calor denso e pegajoso, quase tropical. Levantei-me e estava a chover. O céu plúmbeo não deixava ver o sol. 
Tomei o pequeno almoço na varanda e o cheiro do pó e da relva molhada, transportou-me para os Verões da minha infância. Recordei aqueles dias de Agosto, que começavam quentes, abafados, sem uma aragem. Dias que nos deixavam ansiosos, e irritadiços, até culminarem numa bela trovoada, com relâmpagos, trovões e uma carga de água que lavava tudo. 
Eu, apesar das reprimendas, corria para a rua, ansiosa por receber na pele, as grossas gotas de chuva quentes, que caíam do céu cada vez mais fortes e mais frescas. No fim sentia-me rejuvenescida. 

Roof Toppers

Um livro que li como quem bebe um copo de agua fresca num dia quente de verão.
O espírito mais puro da infância, num tempo onde as crianças  quase não podiam ser crianças.
Um romance que nos mostra Londres e Paris, de uma perspectiva no mínimo original.
Somos guiados numa aventura, que sendo ficcional poderia realmente ter acontecido.
Uma uma lógica simples e ao mesmo tempo certeira, somente complexa nos sentimentos que consegue despertar a quem lê.
Quando a uma criança não se impõem limitações de pensamento e criatividade, tudo pode acontecer. E acontece. 

8 de agosto de 2015

Erro

Entre muitas coisas que aprendemos todos os dias, percebo cada vez melhor que é no erro que mais aprendemos. 
Não no errar em si, mas na reflexão posterior. Naquilo que ele nos mostra, e nos caminhos que decidimos seguir depois de errar. Seja para corrigir, para pedir desculpa, ou simplesmente para perceber uma má escolha, é no depois, que podemos (ou não) crescer mais um bocadinho.

7 de agosto de 2015

Até agora, as minhas favoritas.

Ficar numa foto com o meu filho está a tornar-se uma tarefa quase impossível.
99% das vezes, estou eu com a máquina na mão, as restantes ele percebe a minha intenção, e foge a rir...
Desta vez não me conseguiu escapar, e aconteceu assim, em modo acrobático.

6 de agosto de 2015

Medo, ultimo acto


(continuação)

... 
Entro na autoestrada “quase” à maluca, a seguir ao carro que lá vinha. Mantenho-me na faixa da direita para recuperar do susto. Vou lendo as placas, e sinto que vou depressa demais. O pé dói e o receio que me atormenta, (como senão chegasse o pânico que ameaça tomar conta de mim), é precisar de travar e o pé não aguentar. 
O trânsito flui, mas não consigo descontrair. Sei que estou muito atrasada e a andar demasiado depressa, não posso cometer erros, aqui um erro paga-se muito caro. 
De repente, um carro à minha frente trava, eu, não sei como nem porquê, em vez de travar, ou mudar para a faixa à minha esquerda, sigo o desvio da direita. Floresta de Monsanto. Estou perdida. Não conheço nada aqui, começo a pensar em bandidos, e prostitutas, e o medo volta a atacar. Que ridículo! O tempo das prostitutas no Monsanto já lá vai, agora é só um local para desportistas e famílias, lembro-me de cada coisa... Ligo o rádio para aliviar o ambiente.
Tudo se precipita. do nada, um cão atravessa a estrada, e eu tento travar a fundo, hesito, devido à dor lancinante no pé, sei que vou acertar no cão, e dou uma guinada para a direita. Salvo!

5 de agosto de 2015

Um dos objectivos para estas férias

Colocar a leitura em dia.
Todos os anos é a mesma coisa. Trago uns quantos livros, mas com um filho pequeno, metade costuma voltar, por abrir. 
Este ano, ele está muito mais independente, pelo que acredito que tenho um objectivo bastante realista. 
Estes que trouxe este ano, depois de os ler, digo da minha justiça.

Medo, acto II

(continuação)
...
Coloco as cuecas num prato, (nem sei porquê, não faz muito sentido, mas adiante). Sente-se um cheiro estranho na cozinha. Deu asneira. Desligo o micro-ondas e o que lá se passa não é bonito de ver. Nem me ocorreu que devia ter escolhido as cuecas de algodão que levo para o ginásio. Estas, de micro-fibra com rendinhas várias, sabe-se lá do quê, neste momento, parecem uma escultura de arte moderna, perto da incineração, parecem qualquer coisa menos cuecas. 
Coloco aquela "coisa" no lixo e volto a tentar, desta vez com as cuecas de algodão, um minuto de cada vez. 
A experiência corre melhor. Secas e quentinhas, visto-as e voo para o quarto para acabar de me vestir. 
Estou super atrasada. 
Quando me vou calçar é que são elas. O tornozelo está a latejar e não cabe nos botins. Com já estou por tudo, despejo o saco da ginástica e calço os ténis. Meto os botins na mala de mão. Já não há tempo para o pequeno-almoço. Olho-me ao espelho e a imagem de volta não é muito atraente. Cabelo com aspecto duvidoso, e uns ténis laranja a sair das calças, a destoar de todo um conjunto planeado e que fazia sentido na noite anterior. Smart casual. “Bem la casual é, …agora de smart pouco tem…”
Decido manter o pensamento positivo, siga.

4 de agosto de 2015

Medo, acto I

Soube através da Catarina, desta ideia a acontecer no Porto aos Domingos.
Não podendo (com muita pena minha) estar presente, decidi acompanhar sempre que possível, de longe, este desafio. Não consegui enviar em tempo útil o meu texto, pelo que o vou colocar aqui durante os próximos três dias.


Medo irracional


Estou atrasada. Fiz tudo bem  e ainda assim estou atrasada. Raios!
Acordei mais cedo, para sair com tempo. O aeroporto ainda é longe e o avião não espera por ninguém.
Dois minutos depois de começar a tomar banho, a agua fica fria, e solto alguns impropérios. A porcaria do esquentador tinha que deixar de funcionar logo hoje, e eu que não consigo tomar banho de água fria… 
Saio da banheira a escorrer água. Atravesso a casa toda para chegar à cozinha para ver o esquentador. Com o cabelo cheio de champô tenho mesmo que resolver a situação. Olho, está ligado, tudo parece normal. Na casa de banho abro de novo a torneira, mas a a água continua fria. Volto à cozinha para experimentar tudo o que me lembro. Ligo e desligo. E de novo para a casa de banho e fazer o teste. Nada. O tempo a passar começa a afectar-me os nervos. Tento acalmar-me. Abro janelas, pode ser que seja falta de oxigénio. 
O frio que está lá fora, ainda de madrugada, entra pela casa adentro, começo a tremer enroscada na toalha, e a bater os dentes. No corredor vai ficando um rasto de agua cada vez maior. Escorrego e quase caio. Regresso para a casa de banho. Nada. De novo na cozinha desligo e volto a ligar. Nada. Reviro as gavetas à procura do manual (como se eu percebesse alguma coisa de manuais de electrodomésticos), estou por tudo. Não o encontro em sítio nenhum. O tornozelo começa a doer. Acho que o torci quando escorreguei. Olho para baixo e vejo que está inchado. Era só o que me faltava. 
Há que definir prioridades, depois trato disto... 

Dos dias que custa voltar da praia

Se ontem parecia o dia do regresso de D. Sebastião, hoje um dia completamente diferente.
Um dia radioso, daqueles em que esticamos a praia até o sol desaparecer, ou as crianças se queixarem com a fome.


3 de agosto de 2015

Hoje foi assim...

Eu, confesso, só molhei os pés.
Mas houve alguns que se aventuraram a ir ao banho. 
Os corajosos, aqueles que vão mesmo com frio, para não perder um dia de praia. 
Os naturalmente aventureiros, que não resistem à atracção de um mar ainda mais misterioso.
E as mães e pais, que não se podem esquivar à insistência dos filhos. 
Que isto de ser criança tem esta magia, nunca está frio o suficiente para inibir brincadeiras na água. 

1 de agosto de 2015

Dilema

Estou num dilema.
Levar ou não levar, a ligação ao mundo, de férias comigo.
Nunca o fiz. Para mim as férias sempre foram o corte absoluto com a tecnologia. Um quase isolamento de quem não está ali.
Esqueço o trabalho, as rotinas, algumas regras, e vivo ao sabor do momento durante 3 semanas.
Deixo de me ligar á net, deixo de ver televisão e o TLM serve só para despertador e chamadas inadiáveis.
O único objecto mais tecnológico, de que não abdico em férias é a maquina fotográfica, mas mesmo essa vai poucas vezes à praia com receio que algo de mal lhe aconteça…