30 de julho de 2015

Tempo para reflectir

Julho está quase no fim, e se havia um mês para o qual tinha criado grandes expectativas era Julho.  
No inicio do mês tomei decisões importantes para mim. Ia ser um mês de crescimento pessoal, quebra de rotinas e padrões. Ia ser um mês para me dedicar a temas que me são caros, libertar-me de ideias pré concebidas, trabalhar na direcção que me parece a certa.
Não foi. Imprevistos, uns bons, outros menos bons, minaram completamente as intenções, que não passaram disso mesmo.
E com isto tudo, vou tomando caminhos alternativos que me desviam da estrada que é a minha.
Vou justificando algumas atitudes com razões que me parecem válidas, mas o certo. é que não tenho assim tanta certeza.
É difícil aceitar que estou errada. 
Cansada de mais do mesmo, olho para trás e só me vem à cabeça uma frase.
Se fazes sempre igual, não esperes um resultado diferente
Quebrar ciclos para além de implicar força, coragem e resiliência, implica por vezes, ir contra o que está estabelecido, receber criticas duras, e duvidar.

27 de julho de 2015

A lógica dos miúdos é tramada

"Mãe podemos mudar de casa?" diz-me o meu filho de 5 anos, assim à queima roupa.
"mudar de casa? Não estou a perceber. Queres mudar de casa para onde?"
"Para o minsota."  responde convicto.
"Para o quê?" 
"Para o minsota." 
Devo ter ficado de olhos arregalados, a tentar perceber do que raio estava a falar, mas não querendo dar parte de fraca, continuei. " Explica-me lá onde fica esse minsota?" 
"Não sei, mas o meu pai sabe. E sabes mãe, as pessoas estão sempre alegres no minsota e eu também quero ir morar para lá."
Finalmente fez-se luz. Ele estava a falar do filme Divertida mente que fomos ver há uns dias atrás...
"Já percebi, estás a falar da Riley. Ela estava triste e queria ir para o Minnesota. Diz-me uma coisa tu estás triste?" perguntei com algum receio do que vinha lá.
"Não, mas ás vezes sim, e também zangado e com medo e rebulsa..."
"rebulsa?" 

26 de julho de 2015

Plano pré férias

Depois de ter lido o post da Ana  e me ter identificado com ele mais do que gostaria (porque sou apenas humana), decidi que este ano vai mesmo ser diferente... 
Sim, eu sou daquelas pessoas que passa a ultima semana antes de ir de férias, numa correria louca no trabalho, para que tudo fique bem entregue. Porque há sempre mais uma coisinha, mais um mail para responder, mais uma lista de truques para deixar a quem fica, mais isto mais aquilo. 
A semana não rende o que gostaria. Mesmo esticando os dias, chega a sexta e por mais que prometa a mim mesma despachar tudo cedo para adiantar os preparativos, invariavelmente chego a casa à hora do costume, ou mais tarde ainda.
Resultado, deixo para sábado de manhã, basicamente, tudo. Saímos sempre mais tarde que a hora desejada, e nessa altura ninguém se preocupa em arrumar, mas em sair de casa a tempo, de forma a conseguir ir à praia ao final do dia. 

23 de julho de 2015

Vá, já só falta uma semana...

Estava cheia de preguiça. A hora de sair estava a chegar e comecei a pensar em desculpas para me baldar.
As férias não tardam, e há coisas que já não me apetece fazer. Olhei lá para fora e pensei, "e se fosse até à praia?"
Às vezes tenho estes devaneios, sair do trabalho, fingir que estou de férias e ir sozinha até ao paredão à beira da praia, respirar o mar e sentir o sol do final do dia na pele.
Afastei a ideia. É bom quebrar a rotina, mas hoje era só uma desculpa para fazer gazeta.
Sabia perfeitamente que o melhor era agarrar na mochila, e ir. Que só custa até ao momento em que oiço a música.
E fui. Foi o melhor que fiz. Aquela aula de Zumba só traz coisas boas. Mesmo com dois pés esquerdos, pulo, salto, abano, faço todas as figuras parvas (ou supostamente sexy), que o professor incentiva, e rio. Rio muito. Rio tanto que no fim daquela aula são os músculos da cara que me doem.

20 de julho de 2015

Ainda a saga dos biquínis

Há uns anos atrás, uma feliz coincidência levou-me a concluir que um biquíni com duas peças iguais é aborrecido. 
E isso virou mania. Nada contra os conjuntos, que também já os tive, mas num Verão que passei em Cabanas de Tavira há meia dúzia de anos, comecei a comprar peças separadas que combinavam, (porque nessa loja podia fazê-lo), gostei do resultado, e nunca mais parei. 
Desde essa altura, todos os anos é a mesma coisa, compro por aí, peças que me encantam, mas sem par, e depois o desafio é conseguir encontrar algo que combine. 
Por vezes, a aventura das combinações só termina com um final feliz... no ano seguinte.
Confesso que é um bocadinho irritante, quando nada combina com aquele padrão espectacular que encontro por acaso, mas que não consigo deixar de comprar. Em contrapartida quando encontro a combinação perfeita fico tão contente, que faz com que valha a mesmo a pena. 

18 de julho de 2015

Coerência

Na educação de uma criança, uma das coisas que considero mais importante (quase a par com muito amor) é a coerência.
É conseguir passar a mensagem, de que o pai e a mãe acreditam naquilo que ensinam, que fazem aquilo que pregam, que estão de acordo, mesmo quando não estão. Sempre que possível, ser exemplo.
Porque quando estes factores não estão alinhados, a mensagem confunde mais do que educa.
A criança, (dependendo da idade), não sente segurança, percebe as fraquezas do casal e joga com elas.
Assume que o certo e o errado são variáveis, e portanto passiveis de serem alteradas mediante as circunstâncias.

13 de julho de 2015

Bloggers Camp, ou fim-de-semana inesquecível

Inscrevi-me num impulso.
Rafaela ia estar lá como oradora a falar de viagens, e eu não podia perder! (As pessoas sempre as pessoas...)

Na véspera ainda tive uma espécie de dúvida. " O que vou lá eu fazer?!! Eu, que pouco percebo disto, que só contei que tinha um blogue, a meia dúzia de amigos, e não sei bem onde quero chegar..." 
Rapidamente afastei esses pensamentos. Não sei, não percebo, mas não faz mal, aprendo! 
E aprendi. Tanta coisa nova, tanta coisa boa. 

10 de julho de 2015

Dilema deste verão

Gosto da calzedonia. Não passa um verão sem que eu por lá vá, fazer duas ou três visitas para experimentar biquínis.
Claro que não é o único sítio onde procuro os ditos, mas nos últimos anos tem sido o local onde encontro o que procuro. Tem uma oferta tão variada, que é quase impossível não encontrar algo ao nosso gosto, e a um peço razoável.
Este ano arranjei para mim um desafio que se veio a revelar bastante difícil de cumprir.
Embiquei que iria comprar um fato de banho. 
Hoje em dia há-os tão bonitos, e tão elegantes que decidi comprar um. 

6 de julho de 2015

Amiga de sempre

Hoje a minha amiga de infância faz anos.
Conheço-a, desde que me conheço a mim, ou seja, desde os 2 anos de idade. Posso afirmar convictamente que até aos 18, idade em que saí de Trás-os-Montes para estudar, as nossas vidas seguiram sempre muito próximas. Tão próximas que por vezes nem era preciso falar para que o entendimento acontecesse. 

Neste dia quente de verão, recordo mais uma vez com saudade, os Verões da nossa infância.
Verões que cheiravam a feno, ao musgo húmido dos tanques de rega que usávamos clandestinamente como piscina, e a nívea, o único creme hidratante por nós conhecido.
Verões com dias tórridos passados à sombra, a ensaiar uma qualquer coreografia da Fame (ela sabia-as de cor), a jogar ás cartas com outros amigos, no rio mais próximo a chapinhar com bóias feitas de câmaras-de-ar velhas, ou simplesmente penduradas num baloiço, a falar do passado e a projectar sem limites, os nossos sonhos futuros com a inocência que só as crianças possuem.
Verões de noites quentes e céu estrelado, partilhados com muitos miúdos dali, e de outras paragens que por lá passavam as férias com os avós, com histórias contadas em cima do muro da igreja, ou então a brincar ás escondidas, nas sombras projectadas pelas casas da aldeia, quando a lua estava cheia.
Verões que pareciam eternos.

O nosso umbigo

"As pessoas vivem demasiado centradas nas suas vidinhas..."
Este trecho faz parte de um SMS que recebi e que me deixou bastante constrangida.
Numa primeira leitura desse mesmo SMS, acusei o toque. Ou seja, enfiei a carapuça. E senti-me muito culpada. 
Porque é verdade. Totalmente verdade. 
Mais tarde, cheguei à conclusão que a critica não me era dirigida, mas foi o suficiente para um exame de consciência.
Porque é verdade que por vezes ando tão centrada no meus problemas, que não me apercebo que mesmo ao meu lado, um amigo tem um problema maior. E por vezes só tarde demais entendemos como tinha sido importante, ou mesmo fundamental ter tomado conhecimento, e consequentemente uma atitude. 

1 de julho de 2015

Deixa entrar a luz

Dei por mim, a olhar para as cortinas da janela do meu quarto e a aceitar que não estavam ali bem. Foi um momento de preto ou branco. Sem os cinzentos do costume. Num verdadeiro impulso fui buscar um escadote e tirei-as. 
Sentei-me na cama a olhar para o resultado, e fez sentido.

Mas porque teimei eu, em manter ali aquelas cortinas se já não eram do meu agrado? Faziam-me assim tanta falta? 
Eu achava que sim. Afinal aprendemos cedo que uma janela deve ter cortinas. Um quarto não deve estar exposto ao olhar alheio. Uma certo recato recomenda-se.
Mas porquê manter aquelas cortinas se andava saturada daquela cor havia algum tempo?