31 de março de 2014

Planear e simplificar

Faz algum tempo que sei ter-me desviado do meu rumo, aquele que me faz mais feliz, deixei-me um pouco de lado e afastei-me de coisas importantes para mim, (entre elas a fotografia e a escrita). Nesta vontade de as recuperar, faço listas, faço planos, organizo o meu espaço. Coisas pequenas mas que me dão uma maior sensação de calma antes de tomar as grandes decisões. Sinto que se não projectar, nada acontece. Procuro dicas de simplificação, pois parece-me que o tempo é sempre demasiado curto. Aqui, encontrei algumas ideias que me assentam como uma luva, não pretendo atingir tal nível de organização e simplificação, mas ficar algures num meio termo que se ajuste ás minhas rotinas e necessidades.

Nesta Primavera pretendo “destralhar” e alegrar o meu espaço. Começar pelas flores da minha varanda e dai para a frente quem sabe… 

29 de março de 2014

Procrastinar

Sou mestre na arte de adiar decisões. Falta sempre qualquer coisa. É sempre depois. Depois do fim de semana, depois das ferias, depois do aniversário, depois do natal, depois do ano novo, depois disto e daquilo. Sempre à espera de condições ideais. Nas pequenas e nas grandes coisas parece-me que não vivo o presente mas espero sempre por um futuro incerto, onde então tudo se irá concretizar.
Apesar de saber que só o agora é real, continuo a agir como se, sem nada mudar ou decidir, aconteça um dia, tudo o que quero ou planeio.
Mesmo depois desta tomada de consciência, pergunto-me se irá mudar alguma coisa. Os hábitos são difíceis de mudar, principalmente os maus.

28 de março de 2014

Dia de Praia






Finalmente fotografias...

Eu e outros

Recentemente apercebi-me, que sou muito mais crítica comigo do que com os outros.
Considero-me pessoa de mente aberta, ou seja, aceito muito bem as diferenças de outros, algumas genericamente criticadas, eu admiro-as, pois sinto que determinadas diferenças revelam muita sinceridade e uma grande coragem.  
Mas quando se trata de mim, há coisas que não aceito. Coisas minhas, coisas que se fossem de uma amiga aceitaria calmamente e até lhe diria: “não sejas tão bruta contigo, não é assim tão mau…”.
Sou mais tolerante com os outros do que comigo, e isso muitas vezes não é bom. Esta exigência só me provoca insegurança e ansiedade. Estou, devagarinho, a começar a entender que me devo tratar como uma grande amiga, uma amiga do coração.
Recriando um exemplo bastante prático que a Marta Gautier usou nas suas Conversas serias:
“Nos momentos de dúvida ou decepção, em vez de nos acusarmos, mais vale fazer um chá e dizer para nós próprias: deixa lá, não penses mais nisso, tu és muito mais que esse pequeno detalhe sem importância. “
Como se de uma amiga se tratasse.

26 de março de 2014

24 de março de 2014

O Silencio

Por vezes, anseio pelo silêncio, preciso dele. Preciso que ele rasgue o zumbido que me aprisiona o cérebro e deixe jorrar pensamentos puros sem interrupções. Só nesta altura as ideias e sentimentos que se agitam, emergem e me acordam deste entorpecimento rotineiro, numa dança que me estonteia e me liberta.

Por vezes, isolar-me de todas as solicitações ou tentações é a única maneira de estar a sós comigo mesma, é nessa altura que me posso criticar, apreciar e questionar. Entender se gosto da pessoa que sou. Se sou a pessoa que quero ser. Nem sempre este exercício traz clarividência, mas traz sempre algo de novo. E novo é sempre bom, mesmo que isso não seja óbvio ou  imediato.

23 de março de 2014

Canon G12

Hoje está um dia de sol que aquece a alma. Daqueles primeiros dias de Primavera, que apesar de frios me puxam lá para fora. Eu preciso (e gosto) de dormir até tarde um dia por semana, mas em dias como este, se acordo mais tarde, cresce em mim uma ansiedade por ter perdido tempo a dormir, se fico em casa sinto que estou a perder o mundo. Só vejo o sol lá fora à minha espera. Depois de um longo e frio Inverno, os primeiros dias de sol devolvem-me o optimismo. Carregam-me as baterias e fazem-me acreditar de novo que tudo é possível.
Hoje correu bem. Acordei cedo, saí e aproveitei para tirar fotografias, um dos meus passatempos preferidos. Sei que a minha máquina fotográfica, a Canon G12, é bastante básica, será o que os profissionais chamam "bridge", mas mesmo assim e com paciência, consigo resultados razoáveis. É bastante portátil, (a principal razão de compra), e já com alguma flexibilidade do ponto de vista do controlo Manual. Tenho ainda muito a aprender, e por esse motivo, (e o preço claro!), não vou já comprar uma máquina mais profissional.
Pretendo colocar por aqui algumas fotografias, pois foi também por isso que decidi começar esta coisa dos blogs, partilhar.

Parecem nuvens negras

Estava cheia de energia, aquela energia positiva que só o sol nos devolve. Mas bastou uma insinuação maldosa, para toldar esta vontade de andar para a frente, de ver para além dos meus medos.
Como é possível que pessoas que nem nos são próximas, nos possam afectar tanto! São sombras que escurecem a nossa luz interior. Ter consciência disso e mesmo assim deixar-me afectar desta maneira, é algo que eu ainda não consigo explicar.

21 de março de 2014

Dia do Pai

Foi dia do Pai. E como sempre, de há 20 anos a esta parte liguei ao meu pai.

Nos primeiros anos, desde que estou longe, ligava mecanicamente a pensar que a data não mais era que o reflexo do mercantilismo ocidental, tal como outros dias que sublinhamos. Recentemente, fui-me apercebendo que não sendo uma data especialmente importante para mim, é uma data importante para ele. Notei-o na alegria que transparece na sua voz ao atender o telefone, no orgulho com que diz que o meu irmão, que também está longe, já lhe ligou. Penso que a idade, nossa e dele, nos ensina que há pormenores que são importantes, e que aquele gesto de pegar no telefone, ligar, e apesar do que for dito, transmitir: “lembrei-me de ti”, toca fundo no coração, mesmo da pessoa mais desprendida  e desleixada (eu) relativamente a datas “especiais”. 

19 de março de 2014

Por vezes exagero

Fui ao ginásio, desde Janeiro que vou com regularidade. 
O instrutor que me fez decidir a inscrever de novo passado 6 anos de balda, este mês aceitou um novo desafio e foi embora. Em sua substituição, temos uma professora nova. Já tinha experimentado uma aula dela há uns tempos, e não gostei. Agora decidida a dar o beneficio da dúvida, lá fui. A aula é muito diferente do que eu estava a começar a habituar-me. O primeiro impulso foi : “vou-me embora, não estou para isto!”. Parei um segundo para pensar, e revi porque estava ali, não era para desistir à primeira.

Não quis dar parte de fraca e exagerei. Hoje estou que nem me mexo! Devia ter ido com mais calma, tenho dores em sítios que nem sabia que tinha... Ás vezes exagero... 

18 de março de 2014

Conquistar a A5

Tenho muitas expectativas para 2014. Pode ser um erro uma vez que quanto mais alta é a expectativa, maior poderá ser a deceção caso não se verifique. Mas neste caso, quase tudo depende de mim e da minha capacidade de enfrentar os meus medos e os meus limites. Um passo de cada vez.
Tenho vergonha de confessar, mas uma das minhas maiores limitações tem a ver com conduzir um carro. Tirei a carta de condução, mas por viver em Lisboa, nunca precisei de comprar carro, nem tinha onde o estacionar… Anos mais tarde por motivos laborais, mudei de casa, deixei a minha casinha quase no centro de Lisboa e fui morar para os arredores. A vantagem da mudança permite-me ir a pé para o trabalho se quiser, mas é só. Comprei um carro, fiz mais umas aulas de condução, apanhei uns sustos e tenho pânico de andar em autoestradas e vias rápidas.
A par da minha falta de orientação e dificuldade de mudar de faixa para ultrapassar criou-me uma limitação absurda.
Sei perfeitamente que esta limitação é principalmente na minha cabeça. Mas o pânico que me assola, só de pensar em sair do circuito mais que conhecido das minhas "voltinhas", não é normal! e nem o facto de racionalmente saber que é uma parvoíce, me tem convencido a sair da minha zona de conforto. Entretanto, desde que tenho o carro até agora passaram quase 4 anos.
Mais uma resolução de ano novo que protelei até agora: “conquistar a A5”.
Só depende de mim, da capacidade de me convencer que sou capaz, de vencer o medo, de me preparar e avançar, uma e outra vez até dominar a fera.

Falar é fácil… o pior é o resto.

16 de março de 2014

Uma resolução de ano novo atrasada...Um blog.

Ainda não sei bem como será o tom, mas sei que terá um pouco de mim, algumas fotografias e uma tentativa diária de cumprir o sonho mais importante, ser Feliz.