23 de fevereiro de 2018

O resto resolve-se

Estive doente. 
Estive, durante uma semana a sentir-me tão mal que não tenho recordação de me ter sentido assim tão mal, nunca. E isto por si só pode não ter nada de novo ou interessante, só que, nos momentos piores questionei-me muito. Como é possível sermos tão frágeis? Como é possível, nos tempos que correm e com o avanço que a ciência tem, bastar um vírus qualquer para nos deixar completamente de rastos, sem vontade de sair da cama, de comer, de existir? E, outra ideia que não abandonava a minha cabeça, devido a situações que conheço de perto, como é que alguém consegue viver em dor constante, sabendo que não há solução?
Durante uma semana tive febre muito alta, dores no corpo todo, tosse, náuseas, vómitos e outros incómodos gastro-intestinais. Sem conseguir dormir devidamente, sem apetite, e porque sou muito magra e sem reservas de energia no corpo, senti-me cada vez mais frágil. Por qualquer motivo, os medicamentos não estavam a resultar, quase não baixavam a febre, não me dando o alivio necessário. Só foi uma semana, no entanto senti-me um caco.

29 de janeiro de 2018

Já passaram oito anos.

Li há pouco uma frase que reflecte muito do que sinto, quando olho para ti e te vejo a crescer tão depressa:
 "... os dias podem ser longos, mas os anos são curtos...", porque é tão verdade!
Parece que foi ontem que te peguei ao colo pela primeira vez. Nem preciso de fechar os olhos para conseguir ver-te tão pequenino, que cabias entre a cova do meu pescoço, e o aconchego do cotovelo. Era aí que gostavas de adormecer depois de mamar. E eu, feliz, ficava a sentir o teu cheiro, e a ver-te dormir. Dos melhores momento do mundo, pensava eu.
Mas a verdade, é que o tempo foi passando e cada fase de crescimento de um filho, traz outros melhores momentos. Olhares de reconhecimento, as primeiras palavras, os primeiros passos, as primeiras parvoíces, a descoberta do mundo, o encantamento com cada coisa nova que aprendem. Agora estás naquela fase de transição de criança para menino. Aquela que, transforma a graça pura no engraçadinho. 

31 de dezembro de 2017

Adeus...

...2017...

Fiz deste ano, que desejei doce e generoso, o melhor que consegui. Cometi erros, mais por omissão que por acção. Chorei muito, perdi muito. Senti na alma a dor de não estar lá. Tomei decisões de vida e morte que apesar de as sentir certas, nunca as aceitarei pacificamente. Disse adeus. Perdi duas criaturas, que mesmo pequeninas, enchiam a casa de vida, ternura, e alegria. Sinto o vazio que ficou, e ainda não me sinto capaz de o tentar preencher.

Tive momentos miseráveis, e fugi da dor e da solidão da melhor forma que sei, "ir", sair de casa, fazer, estar com pessoasFingi estar feliz muitas vezes, na esperança de enganar a felicidade, e muitas vezes consegui. Revi amigos de longa data, reforcei laços. Aprendi a valorizar o que há de positivo em momentos menos bons.

Cometi erros de avaliação. Decepcionei-me com pessoas que julgava correctas e que não foram. Ainda assim, prefiro pensar o melhor dos outros, até provarem que estou errada. Duvidei de mim muitas vezes. Das minhas capacidades, da minha força, e da minha resistência. Ainda duvido ás vezes.

Percebi (da pior forma) que na maternidade, o amor é o mais importante, mas não chega. Fazê-los felizes, nem sempre é o caminho certo, explicar nem sempre ajuda, proteger pode impedi-los de aprender. No entanto a humilhação nunca é solução, e "bater" para mostrar aos outros que "mandamos" não é a forma certa de educar. As asneiras trazem consequências, e é isso que temos de lhe ensinar. Fácil? não, não é. Cada criança é única e o que funciona para uma, pode não funcionar para outra. Ainda que nem toda a gente saiba isso, todos os pais deviam sabe-lo. 

30 de dezembro de 2017

Estrela

Símbolo de luz, esperança, propósito, objectivo, direcção. Sorte. Que nunca nos falte.